Pilar 01 · ES&S

O dado continua protegido mesmo quando o sistema é comprometido.

Assumimos como premissa de projeto que qualquer sistema pode ser invadido. A pergunta deixa de ser “como impedir” e passa a ser “o que o atacante consegue, de fato, fazer com o dado exposto”.

Pilar 01 · ES&S

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O problema real

Segurança perimetral não basta. O mercado segue tratando violação como evento raro, quando ela é apenas questão de tempo.

Vazamentos em escala

Casos como o vazamento de 243 milhões de registros recentemente noticiado no Brasil mostram que o problema não é se, é quando.

Dano marginal infinito

Um único dump pode alimentar fraude, engenharia social e ações regulatórias por anos. O custo não fecha com o incidente.

Responsabilidade não desaparece

LGPD, GDPR e marcos setoriais responsabilizam o controlador pelo dado exposto, independentemente do vetor de ataque utilizado.

A tese ES&S

Reduzir o valor útil do dado exposto a um patamar comercialmente inviável para o atacante.

Não prometemos impedir comprometimento. Projetamos para que o dado, quando exposto, careça do contexto, da chave ou da reunião de atributos necessária para gerar dano relevante.

  1. 01
    Separação entre dado e contexto

    O que identifica, o que descreve e o que autoriza vivem em domínios distintos, com fronteiras explícitas.

  2. 02
    Cofre digital de informação sensível

    Atributos de maior risco residem em um perímetro próprio, com regime de acesso, retenção e auditoria mais estrito que o resto do sistema.

  3. 03
    Isolamento de processamento crítico

    Operações que cruzam atributos sensíveis ocorrem em ambiente isolado, instrumentado e com janela de exposição limitada.

  4. 04
    Zero-knowledge onde for aplicável

    Quando o caso de uso permite, o sistema não detém em claro a informação que protege. A leitura útil exige o titular do segredo.

  5. 05
    Auditabilidade total de acesso

    Toda leitura sensível deixa rastro com origem, finalidade e responsável, em registro fora do alcance do operador do sistema.

  6. 06
    Mínimo privilégio como contrato

    Permissões são declarativas, revisáveis e periodicamente reduzidas. Acesso ocioso é tratado como vulnerabilidade ativa.

Ameaças mitigadas e não mitigadas

O que esta arquitetura promete, e onde termina a promessa.

O que mitigamos
  • Exfiltração de base de dados

    Dump completo sem o ambiente isolado e sem as chaves correspondentes não reconstrói o dado útil.

  • Acesso indevido por insider

    Operador, engenheiro ou administrador não consegue isoladamente correlacionar atributos sensíveis sem deixar rastro auditável.

  • Comprometimento de credencial

    Roubo de credencial de aplicação não dá acesso ao perímetro de informação sensível, que opera com regime próprio.

  • Engenharia social contra o sistema

    Solicitações fora do fluxo homologado são bloqueadas por contrato técnico, não por discrição do operador.

Onde a promessa termina
  • Coerção do titular do segredo

    Se o titular da chave colabora ou é coagido fora do nosso perímetro, a proteção criptográfica não substitui controle humano e jurídico.

  • Comprometimento do dispositivo do usuário

    O que é exibido legitimamente em tela ao usuário autorizado pode ser capturado por malware no dispositivo dele.

  • Erros operacionais do cliente

    Exportações, integrações ou usos fora do escopo homologado deixam de estar cobertos pela promessa contratual.

  • Mudança não autorizada de arquitetura

    Alterações posteriores na infraestrutura ou no fluxo crítico, sem revisão conjunta, invalidam o escopo da garantia.

Evidências e critérios de aceite

Como a promessa é testada antes de ser assinada.

  • Exercício de comprometimento controlado

    Simulamos posse hostil do ambiente de aplicação e demonstramos que o conjunto de dados resultante não permite uso comercial nem reconstrução de identidade.

  • Revisão cruzada de escopo

    O perímetro coberto é descrito em anexo técnico, revisado em conjunto com o cliente e versionado a cada mudança relevante.

  • Trilhas de auditoria independentes

    Os registros de acesso sensível ficam em domínio com governança distinta da operação, viabilizando auditoria externa.

  • Matriz de responsabilidade

    Cada controle tem dono entre Hardenn, cliente e terceiros. Não há controle sem responsável nomeado.

Quer entender se esta arquitetura se aplica ao seu sistema crítico?